Animais
Nuzzi
enviou
em 11/02/2009 10:48
popular
em 13/02/2009 09:10
Mulher tranca 22 cães em carro
Alberto Dalcanale foi um dos grandes colonizadores do Sul do Brasil. Sua história de empreendedor começa ao se apaixonar por uma jovem francesa de 14 anos

Apesar de seus problemas contemporâneos (Caso das 200 Mil Árvores e Escândalo do Banestado/Araucária), a família Dalcanale foi, seguramente, uma das mais importantes de toda a história do Paraná, sobretudo para a formação de seu interior.
O patriarca Alberto Dalcanale tem seu nome invariavelmente associado a cada passo importante do desenvolvimento do Oeste do Paraná, embora apenas Toledo demonstre gratidão a esta família, através da denominação do Aeroporto Luiz Dalcanale Filho.
A saga dos Dalcanale é longa. Começa na distante Europa, muito antes que os nomes de Alberto e Luiz Dalcanale começassem a despontar como alguns dos empreendedores gaúchos mais ousados e visionários dos quais se tem notícia.
No Campo dos Bugres
Próspero Luigi Dalcanale nasceu em 24 de junho de 1852 em Ronthivals, Trento, Comuna de Toregno, na Itália. Ele e sua esposa, Rosa Piva Dalcanale, chegaram a Porto Alegre (RS) em 1876, e foram residir em Caxias do Sul.
Teriam saído da Itália a 2 de maio e chegado ao Campo dos Bugres (antigo nome de Caxias) no dia da Festa do Divino Espírito Santo, indo estabelecer-se "na 7ª légua", com os seguintes companheiros, entre outros: Giuzeppe Pezzi, Battista Longhi, Luigi Rech, Pedana, Rizzon, Bolfe, Maschio e Brustolin.
Ali, em 8 de outubro de 1904, nasceria Alberto, o terceiro dos quatro filhos varões (Guerino, Luiz, o próprio Alberto e João), além de cinco filhas (Antonieta, Catarina, Maria Luíza, Ursulina e Tereza).
O homem do vinho
A mãe era extremamente religiosa. Ia à missa todos os dias, e no final da tarde, reunia os filhos para rezar. A região serrana, Caxias, Farroupilha, Bento Gonçalves, era de minifúndios e altos preços, por outro lado, e a maioridade dos filhos, numerosos em todas as famílias, em regra, agudizava os problemas de emprego e trabalho. O jovem Alberto Dalcanale cuidou do assunto de uma maneira diferente.
No início da década de 20, apareceu em Caxias do Sul, com a família, um enólogo francês - ingenieur agricòle - que vinha contratado pelo governo brasileiro para fundar a estação experimental da uva na região.
Depois de alguns anos, o contrato foi prorrogado por mais quatro anos, e Louis Esquier, este era o seu nome, foi obrigado a trazer para o Brasil a filha Jeanne, de 14 anos, que havia deixado na França, interna num colégio de freiras.
Empreender por amor
Alberto apaixonou-se pela moça, foi correspondido, e quando ela voltou, com a família, para a França, ele ficou com o primeiro e maior problema da sua vida.
Trabalhou por dois longos anos, reuniu o dinheiro que pôde, e revelou aquele que seria o traço de sua personalidade e de seu sucesso empresarial: a autoconfiança e a capacidade de se impor ao respeito das outras pessoas.
Como procurador da mãe, com todos os poderes, realizou um negócio ligeiramente atípico, que um civilista poderia situar entre gestão de negócios e empréstimo compulsório, para reposição vantajosa a certo prazo: vendeu um terreno de dona Rosa, a pretexto de problemas com o calçamento de uma rua, e, com o dinheiro, tocou-se sozinho para a França.
No dia 2 de agosto de 1930, às 11 horas, na igreja paroquial de Avignon, a família e os amigos de Louis Esquier assistiram ao casamento da bela Jeanne "avec Monsieur Albert Dalcamale" (como constou do convite). Vestido a caráter, tranqüilo e nos conformes, ele mantinha no bolso as passagens de um bela viagem de núpcias pela Europa.
Cem cidades
De volta ao Brasil com a esposa, Alberto foi residir em Cruzeiro (Joaçaba), que era, então, uma das portas de entrada do Extremo-Oeste, e dedicou-se ao ramo de terras e colonização.
Hoje, segundo seu filho Luiz Alberto Dalcanale, ex-deputado e ex-presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, os mais de duzentos mil alqueires que ele adquiriu, colonizou e vendeu, pertencem a quase um milhão de brasileiros, em mais de uma dezena de municípios.
Uma centena de cidades surgiram da iniciativa do seu trabalho, no Oeste de Santa Catarina e no Estado do Paraná.
Alberto, na verdade, tornou-se um especialista no assunto: escolher área atrativa, grande e bem localizada; planejar as colônias, considerando acesso e águas; eleger o ponto ideal da sede; apoiar os compradores com assistência social e religiosa; promover os financiamentos, equipamentos, sementes e insumos agrícolas; abrir as estradas vicinais, e às vezes, colocar até o transporte coletivo regular, o armazém, a secagem de cereais ou a fábrica de aproveitamento das matérias-primas.
Fórmula de sucesso
De relacionamento fácil, sabia que o segredo do empreendimento era escolher bem o gerente local, geralmente um líder da cidade de origem, no Rio Grande do Sul.
Os colonos negociavam, portanto, com uma pessoa amiga, de sua confiança, ou pelo menos, muito recomendada pela voz corrente.
Os sócios e parceiros, que sempre trabalhou dividindo empreendimentos, também os escolhia com o mesmo critério, entre gente conhecida e de confiança, utilizando uma pessoa jurídica para figurar como proprietária da colonização.
Emprestavam credibilidade ao projeto, canalizavam os compradores, resolviam os problemas locais, num grande e complexo esforço, de que brotavam cidades.
Fui envestigar, é que ela fora despejada junto com os animais.Então explica o pq da atitude dela!
Abraço,
Nuzzi.
Abraço.
Não acho que ela teve seus motivos. Amar, seja de que forma for, envolve autruísmo, e na condição em que ela se encontrava, se amasse verdadeiramente seus cães, os teria doado para alguém que pudesse cuidar. Acho que ela precisa mesmo de uma avaliação psiquiátrica, pois os animais que ela diz amar, poderiam ter morrido. Então não se trata de amor e sim de um sentimento doentio: apego, solidão ou outro do gênero.
Cris.
Nada justifica essa atitude dela.
Que amor foi esse para trancar os animais dentro do carro?
Bjos
Luka