Arte & Cultura
Alceu
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em 29/01/2009 09:33
popular
em 03/02/2009 12:44
Defenda-se dos bandidos com... ferraduras?
Um parafuso também ajuda, segundo nota de despesas da Polícia do Paraná em 1911
Consta do Arquivo Público do Paraná um documento datado de 31 de dezembro de 1911 encaminhado à Chefatura de Polícia de Curitiba pela Ferraria de Francisco Felippe, localizada na rua Comendador Araújo, 21.
Trata-se de uma fatura de despesas de manutenção da frota policial da capital paranaense. A fatura consta de apenas quatro itens:
16 ferraduras
conserto de balanças
4 embraçadeiras
1 parafuso
Por aí se pode imaginar como era e qual o tamanho da "frota" de viaturas policiais de então. Será que essa frota dava conta da criminalidade melhor que toda a moderna estrutura de hoje?
Arena não era feita
só de ditadores
A Arena elegeu em 1976 uma bancada que reunia combatividade, esperteza e profundo conhecimento do Município de Cascavel. Além de Darci Israel, o mais votado, havia nomes como Dércio Galafassi, Neuton Luiz Ceriolli e Caetano Bernardini.
Uma das personalidades mais representativas do espírito empreendedor, da liderança e da inteligência da gente cascavelense, Dércio Galafassi nasceu em 23 de julho de 1935, em São Francisco de Paula (RS). É filho dos pioneiros Florêncio Galafassi e Emília Decó Galafassi, que vieram se estabelecer na região no final da década de 40.

Dércio, então adolescente, estudava em um colégio secundário de Porto Alegre. Assim, só veio para Cascavel em 20 de dezembro de 1950, quando os pais já se encontravam solidamente estabelecidos e integrados à vida comunitária.
Foi um dos mais importantes jogadores da célebre equipe do Tuiuti Esporte Clube, o Leão do Oeste, nas décadas de 50 e 60 e mesmo depois de encerrar as atividades esportivas sempre esteve ligado à direção do clube.
Em janeiro de 1957 assumiu a administração do serviço de luz da cidade, sendo o primeiro a exercer a função. Em 1963 iniciou as atividades de sua Serralheria Paraná. Casado com Darlene Gomes Galafassi, também filha de pioneiros, Galafassi tem quatro filhos: Daniel Roberto, Rita Silvana, Edmilson Antônio e Marta Cristiane.
Sem mordomias
Elegeu-se vereador em 1976, pela extinta Arena com 1.138 votos. Foi primeiro-secretário e presidente da Casa. Reelegeu-se em 1982, já pelo PDS, com 821 votos. Duas vezes presidente e vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), foi também fundador do Rotary Clube.
Como presidente da Câmara, descontava as faltas dos vereadores dos subsídios e recebia o mesmo que os pares, sem quaisquer privilégios. Sua atividade legislativa foi marcada, dentre outras preocupações, pelo empenho na expansão do ensino de 2º grau, na eletrificação rural, garantia de vagas nas escolas e elaboração de biografias dos patronos das escolas, homenageadas fundamentalmente com nomes de pioneiros.
Projetos de cidadania

Neuton Luiz Ceriolli foi um dos vereadores com maior tempo de permanência na Câmara de Cascavel. Ele nasceu em Erechim (RS) em 2 de setembro de 1934, filho de Ettore José Ceriolli e Maria Ceriolli. Veio para Cascavel em 1970, proveniente de Porto Alegre, com a equipe que iniciou a empresa Ferragens Cascavel, depois Bigolin.
Mesmo tendo origem no antigo PTB de Vargas, Ceriolli iniciou-se politicamente em Cascavel pelas mãos de Jacy Scanagatta, Arnaldo Busato e Jayme Canet Jr, que militavam na Arena.
Foi atendendo a esse chamado que Ceriolli se elegeu pela primeira vez à Câmara, em 1976, quando obteve 1.059 votos, o segundo mais votado da legenda. Foi reeleito em 1982 com 1.328 votos, quando foi o mais votado do PDS.
Já em 1988, pelo PFL, voltou a se eleger, com 750 votos, obtendo o terceiro mandato. Procurou um quarto mandato em 1992, mas o PFL perdeu espaço e seus 559 votos não foram suficientes para completar o coeficiente necessário para a conquista da cadeira.
Qualificação profissional
Autor de projetos de readequação de estradas, relator da Lei Orgânica, defendeu nesta a destinação de percentual orçamentário para a atração e estímulo de novas indústrias.
Defendeu ainda projetos de cidadania e qualificação para o trabalho, o ensino básico técnico-agrícola tanto na cidade quanto nas sedes distritais, a criação de novos distritos, além de estar presente nos trabalhos de emancipação dos distritos, que hoje são Municípios, de Santa Tereza e Lindoeste.
O roubo de um projeto

O vereador Caetano Bernardini foi uma das revelações políticas da legislatura 77-82. Com toda uma vida dedicada aos assuntos políticos e comunitários, Caetano Bernardini foi uma figura sempre presente no cenário cascavelense desde sua vinda para o Município, em 1971.
Nascido em Urussanga (SC) em 10 de dezembro de 1948, filho de Abel Bernardini e Tereza Périco Bernardini, Caetano chegou à região de Cascavel proveniente dos EUA, onde morou cerca de três anos. Ligado ao comércio, é empresário nas áreas de colonização de terras e transportes.
Foi eleito vereador pela Arena, em 1976, representando o Distrito de Juvinópolis, com 1.049 votos. Bateu-se por avanços no interior do Município, especialmente no campo da educação. Casado com Nair Bernardini, tem quatro filhos: William, Christiane, Caetano Jr e Daiane. Em 1979 se transferiu ao PP de Tancredo Neves, logo incorporado ao PMDB. Como vereador, foi vice-presidente da Câmara.
Vilas Rurais
Em 1982 concorreu à Assembléia Legislativa pelo PMDB. Presidiu a Codevel e foi secretário municipal da Cultura, Esporte e Turismo na primeira gestão Tolentino. Uma de suas propostas na Secretaria deu origem ao Pró-Criança, que o deputado Mário Pereira transformou, na administração estadual de José Richa, em programa de alcance paranaense.
O episódio gerou a renúncia de Bernardini ao cargo, denunciando que o projeto fora furtado de uma das gavetas da Secretaria. Bernardini presidiu o Cascavel Futebol Clube, concorreu a vice-prefeito na chapa de Ivo Roncáglio, já integrando o PDT, nas eleições de 1988, voltando a concorrer na chapa de Edgar Bueno, em coligação PSDB/PDT nas eleições de 1992.
Fundador e Presidente do Círculo Italiano de Cascavel, Caetano Bernardini foi indicado como representante consular italiano em Cascavel, tendo caracterizado sua luta comunitária como proponente de Vilas Rurais e criação de escolas técnicas de 1º e 2º graus.

Alceu estou gostando das histórias sobre Cascavel. Acho bacana quando alguém conta coisas de sua terra.
Abraços