Comportamento
Euler
enviou
em 16/04/2009 09:50
Sociabilidade urbana - Convívio social.
Nós, seres humanos, desde os primeiros registros históricos, surgimos com o caráter de sociabilidade em nossos genes. Esse instinto vindo da nossa genética nós faz unir aos nossos semelhantes para que possamos nos proteger e viver seguros.
Introdução.
A humanidade se encontra em constante evolução, sendo sua tendência natural abandonar a ideologia do egocentrismo (aquele que considera seu próprio “eu” como o centro de tudo). Os seres humanos, por mais que se acham auto-suficientes, necessitam de seus semelhantes para sobreviver, criar formas de expressão cultural, comunicar-se, perpetuar a espécie e obter realização plena como indivíduos. O que forma o caráter humano nos indivíduos da espécie humana é a convivência em grupo.
Introdução Extraída do site Mundo Educação.
CONVÍVIO SOCIAL
Do lar ao transporte público.
Tudo começa dentro do lar, quanto maior a casa, mais distantes seus moradores ficam uns dos outros, cada um com o seu quarto, seu iPod,, computador, televisão, brinquedos, e outros diversos entretenimentos. Tudo inibe o aperfeiçoamento do convívio social.
Na hora do lanche, o ser se torna um solitário no seu canto saboreando seu alimento. No entanto, quando esse está em frente a tv ou computador numa sala de bate-papo, esquece até que o alimento tem sabor. Alimenta mecanicamente.
No translado de um setor da casa para outro setor, os ocupantes passam um pelo outro e nem um bom dia, ou um sorriso, aceno que seja, se esboça. A indiferença começa a causar danos inconscientes ao convívio humano.
Hora do almoço ou jantar. Mesa posta e todos se assentam. Um olha para o outro, a mente ainda perdida nos afazeres solitários. Tem assunto de sobra, mas as vozes não se manifestam, palavras soltas em comentários pobres e rápidos, dão o tom de não interatividade entre pais e filhos. Resultado de uma realidade triste para as famílias. Poucas escapam desse ineficaz convívio. Isso significa que a maioria pode sofrer desse mal.
Tem uma tendência forte esse tipo de convívio social em se expandir para além dos muros das residências.Exemplo claro é quando um ônibus vazio para no ponto. Um cidadão já em seu lugar, na ultima cadeira, observa as pessoas assentando. Todas procuram um assento vazio. No início são poucas pessoas e todas encontram o seu desejado lugar junto às janelas. Cada uma confortavelmente sentindo prazer na sua conquista. No próximo ponto, mais pessoas entram no ônibus. À medida que cada uma passa pela roleta, procuram primeiramente pelos assentos vazios, tomam um certo pique e alcançam os seus objetivos. Em certo momento, todos os assentos estão ocupados, e mais pessoas entram no ônibus. Elas procuram assentos totalmente vazios e não acham. Percebe um ar de desapontamento em seus semblantes. Outro processo então se inicia rapidamente. Escolher ao lado de quem vai assentar-se. Geralmente homens procuram assentar-se ao lado de belas mulheres, e as mulheres em maioria assentam-se ao lado de mulheres. Também conta a aparência e outros fatores. Um semblante agradável, uma postura relevante e etc. Vê-se então que tudo é um ritual de presença e convívio. Mas, esses rituais quando findos, não provem um dialogo entre os passageiros, é claro que isso serve para os que não se conhecem. Mas, mesmo sendo parente, um diálogo não é desenvolvido plenamente. Quando se vê uma turma de amigos conversadores entrarem no ônibus, tal burburinho chama atenção de todos. Mas, não é o suficiente para que um comente tal fato com outro ao seu lado.
Vê-se que desde o inicio, a tendência é a solitariedade se manifestas de uma forma imperante.
A pessoa chega mal olha para outra e assenta-se sem bom dia, sem pedir licença e na maioria das vezes com a cara fechada. A pessoa que já está sentada tem a penas um único gesto, aconchegar-se mais ao canto do assento para que a pessoa ao lado não á encoste. O receio, o incômodo, rejeição ao toque, medo de sentir o calor do corpo de outra pessoa no seu braço ou do lado de suas pernas. Bem, são muitos os motivos.
O convívio social não precisa ser um martírio de contatos e gentilezas. Quando, dentro do lar esse convívio tem atos com características positivas, certamente isso refletirá, no meio social público.
Texto de Euler Luther Walkan
Poema do Poeta Euler Luther Walkan
Mister Urbano
Simples de alma rica abraça território,
Passeia, cumprimenta, sorriso aleatório,
Conserva virtudes em atitudes gentis
Tem paixões, desejos e sonhos,
Dedica-se á tudo com entusiasmos febris.
Comenta a realidade com propriedade
Faz da seriedade sua arma, sem falsidade
Brada indignado aos desajustes sociais,
Ser amplo em cultura expressa seus ideais.
Mora no coração das pessoas especiais
Que lhe tem estima, consideração e muito mais,
Ama o cinema, a música e as artes gerais.
Cresce junto com a cidade, aprende, vive.
Mister urbano, passageiro silencioso,
Retrata paisagens dentro de um ônibus virtuoso,
Fixa na memória, naturezas artificiais,
Mas se encanta mesmo, com paisagens naturais.
Detesta o cheiro do diesel, repudia a poluição,
Gosta de saborear bons quitutes, presentes ao paladar.
Lê revistas de moda, esporte e ate quadrinhos,
É rapaz gentil com homens e moças, é de alma sua emoção.
Não mistura as coisas, demonstra sensatez,
A vida leva como amável cavalheiro cortez.
Euler Luther Walkan 2009©®
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