Educação
Margga
enviou
em 11/12/2008 22:00
Revisão de Normas da ABNT
A advogada e pesquisadora paranaense Ana Cecília PARODI propõe que monografias, dissertações e teses possam ser realizadas em papel reciclado e que seja autorizado o uso dos dois lados das folhas. Clique para ler mais - sites.google.com

Muito interessante o artigo e a iniciativa.
Penso serem dois os pontos fulcrais da matéria: 1) obrigatoriedade de utilização de papel reciclado; 2) permissão ou obrigatoriedade de utilização do verso das páginas do trabalho.
No que se refere ao primeiro ponto, penso que a utilização do papel reciclado já seja uma realidade em muitas academias. Embora custe mais caro, o papel reciclado ou ecologicamente correto já é bastante utilizado. Tornar seu emprego obrigatório poderá gerar um certo reclamo por parte dos examinandos, eis que acarretará um custo maior no que se refere à impressão e apresentação dos trabalhos...
No que se refere ao segundo ponto, a questão soa interessante. Utilizar o verso, prima facie, fará com que o tamnho dos trabalhos caia pela metade, seja reduzido em 50%, embora signifique uma piora na qualidade editorial e uma maior dificuldade na leitura e manuseio das teses que tenha, que ser examinadas, estudadas ou arguidas. Mas parece ser uma medida bastante salutar.
No entanto, penso que a pesquisadora, esqueceu-se de um ponto fundamental. Senão vejamos: Quando o examinando apresenta uma tese de doutoramento, por exemplo, é obrigado a confeccionar no mínimo uns 12 exemplares em papel de seu trabalho, todos impressos e encadernados. São 7 para os membros da banca (5 titulares e 2 suplentes); 1 para o candidato; 2 para arquivo da instituição (em geral biblioteca e arquivo do pós graduação); e 1 para capes e 1 para CNPQ, se não me engano. Isto seria o mínimo. Em geral o examinando confecciona mais exemplares, para presentear familiares e outros encadernados em espiral o que facilita o manuseio na hora da banca. Imaginando-se que se trata de uma tese com 500 laudas, só aí são 6.000 folhas impressas. Vamos imaginar que, minimamente os exemplares de arquivo, biblioteca, CNPQ, Capes, pudessem ser digitais (em CD's) só aí já haveria uma economia de 2.000 folhas. Se os examinadores se conformassem em receber a tese em versão digital seria uma economia de mais 3.500 folhas impressas...
Porque não mudar esta sistemática também? Seria evitado o gasto exagerado de papel, baixado o custo de impressão para os examinandos; o estorvo dos arquivos, estantes, etc., com milhares de teses já examinadas que, em muitos casos acabam na lata do lixo, etc.
De fato, não seria fácil mudar o hábito de leitura do papel para o arquivo digitalizado, mas que seria uma ótima idéia, seria...
Um abraço,
Mauricio
Agradeço sua participação e peço-lhe autorização para postar seu comentário no site.
Grande ABÇo.
Margareth
Se a ABNT for esperta vai utilizar a proposta para gerar mídia espontânea!
Abraços,
Leonardo