Blankie
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em 11/01/2012 19:25
Prefácio
Quando vi a jornalista Afrodite Jones na Corte de Santa Maria no caso Michael Jackson, me virei para outra direção. Eu nada queria com a Srta. Jones. De relance, meus olhos a avistaram; olhei secamente, a encarando de forma fria. Se olhares frios matassem, ela estaria morta.
Associava Afrodite Jones à mídia internacional que investigava pesadamente com o intuito de destruir Michael Jackson. Nunca em minha vida ou carreira eu tinha encontrado em meu meio semelhante maluca, desonesta e manipuladora alimentando e causando frenesi. Despeito a presença de muitos honrosos jornalistas a fantasmas de aproveitadores que pareciam ofuscar mais do que estavam sendo honestos, exatos e cuidadosos.
Aproximadamente um ano após Michael Jackson ser inocentado, eu inesperadamente encontrei a Srta. Jones em uma galeria de arte em Bevely Hills para celebridades que publicavam uma série de anotações pessoais de arquivos do tribunal. Inicialmente, tive uma leve discussão com a senhorita Jones. Eu disse-lhe que tinha a assistido pela televisão durante o caso Scott Peterson e observei sua agressividade ao colocar seu chefe de defesa, aconselhando Mark Geragos a se afastar, que aparentemente nivelava as noticias sobre o que estava acontecendo comigo.
A Senhorita Jones disse que me entendia completamente e respeitava muito o meu jeito e abordagem na defesa de Michael Jackson. Ela afirmou que tinha outro pensamento sob a forma como a mídia lidava e mostrava o julgamento de Michael Jackson. Ela se sentia culpada pela forma que parte da imprensa divulgava freneticamente as notícias. A Senhorita Jones pensava em escrever um livro sobre a realidade de Michael Jackson no tribunal e a distorção que mídia havia feito.
Quando Afrodite Jones perguntou se podia me entrevistar, eu estava cético. Minha colega e conselheira na defesa de Jackson, Susan Yu, foi inflexível, a Senhorita Jones não teve apoio nenhum no livro. Contudo, algumas coisas me diziam que a Senhorita Jones estava sendo bem sincera, corajosa e profissional em seu desejo de reunir informações corretas sobre a defesa de Michael Jackson.
Em entrevistas com a senhorita Jones e revendo alguns dos rascunhos iniciais do proposto livro, me surpreendi com sua sinceridade e seus esforços de ir contra a fluente mídia circulante e dizer a verdade sobre Michael Jackson. Concordei e a ajudei; muitos esforços vinham dos lugares certos. Mas me recusei a falar O QUE ou COMO escrever, sem nenhum interesse ou lucro financeiro no livro.
Alguém acreditava fortemente no poder e valor das idéias que eu concordava, apreciei ver os meus diferentes pontos de vista enquanto se tinha integridade, inteligência e informações precisas. No caso Michael Jackson, a maioria das conclusões da mídia era leviana, mal informada e precipitadamente julgada. Eu sabia em meu coração que Michael Jackson não era culpado daquelas acusações. Meu propósito ao escrever este prefácio é sublinhar como é importante um retrato verdadeiro sobre o trabalho do Sistema Judicial. Pelos últimos quinze anos, a sociedade americana foi pega pela interferência da mídia na Suprema Corte, alcançada pela televisão, documentários, séries de TV, filmes e livros (ambos fictícios ou não), onde tenho encontrado uma audiência massiva sob a subjetividade do Sistema Judiciário. A importância dos lucros – bilhões de dólares, pra tentar ser exato – foi o que produziu esse mundo cambaleante. Isso foi criticado por profissionais do jornalismo que mantinham os seus valores éticos no meio dessa explosiva exploração. Acredito que fiz acontecer, em muitos momentos do que acontecia no julgamento de Michael Jackson.
Quando setenta xerifes de Santa Barbara invadiram a casa de Michael Jackson, no Rancho Neverland, em novembro de 2003, eu estava retornando de um período de férias à Los Angeles, estava nos preparativos finais da defesa do ator Robert Blake, que era acusado de ser o assassino da esposa. Poucos minutos depois de eu ter ligado meu celular – que havia sido desligado por nove dias -, ele começou a tocar. Eram chamadas de longa distância dos advogados de Michael Jackson. Ele queria que eu pegasse imediatamente um vôo para Las Vegas e que fosse o conselheiro deles.
Eu recusei a oferta porque sentia que não estava sendo ético com os dois casos Blake e Jackson. Blake foi acusado pelo tribunal em fevereiro de 2004 e consumiu todo o meu tempo. Eu tinha conseguido que Robert Blake respondesse inicialmente ao processo em liberdade, durante o qual a Justiça esperava dizer que obter a fiança era impossível.
Eu tive sucesso em casos de conspirações, fazendo com que eles mudassem e desmentissem novamente na subsequência o que se via sendo capas de subterfúgios de opiniões em que o benefício foi à revisão do público, prosseguindo a insensatas notícias na televisão; sendo eu honesto, ele foi absolvido.
Três meses depois, às vésperas do julgamento de Robert Blake, fui abordado pelos advogados de Michael Jackson e, como tínhamos umas sérias decaídas externas que o juiz não podia resolver, me retirei da sua equipe de defesa.
Aproximadamente cinco semanas depois, Randy Jackson, irmão de Michael, me ligou e perguntou se eu poderia reconsiderar, eu precisava saber quanto tempo tinha e se poderíamos nos encontrar socialmente de tempos em tempos. Disse a Randy que estava livre e que poderia conhecer Michael Jackson. Randy arrumou um vôo para que eu fosse à Florida com esse propósito e o resto é historia. Toda minha vida foi radicalmente mudada à pedido de Randy.
Mas, antes, eu precisava conhecer o caso Michael Jackson. Eu estava chocado com o teatro armado em torno da defesa de Jackson. Seus advogados estavam viajando para Santa Maria num jato particular e, aparentemente, tínhamos uma boa equipe. Michael estava atrasado para sua primeira audiência; manifestações de fãs em torno de seu carro e uma multidão de jornalistas o atrasavam ainda mais. O encontro legal e financeiro adverso de Jackson. O local no qual os jornalistas se referiam à equipe de Michael como “time dos sonhos”, em um elegante hotel em Bevely Hills. A entrevista de Michael ao programa 60 Minutes – no qual ele comentou o resultado desastroso de sua prisão - e rumores de uma visita de um grupo islâmico a Jackson tiveram uma péssima repercussão na conservadora comunidade de Santa Maria. Eu não gostei disso de modo algum.
Escolhi suavizar tudo. Na sala do tribunal, me opus a câmeras e pedi ao juiz que mandasse fechar e silenciar a sala. Eu revidei as provocações individuais sobre a defesa e uma ou outra provocação imediata e gratuita. Certas pessoas não tinham confiança em mim, eram frias e por fora se encontravam fechadas ou negavam acesso a informações importantes. Meu foco era as treze pessoas: o juiz e os doze jurados. Eu gostava da comunidade de Santa Maria, meus instintos me diziam que seriam justos com Michael.
A defesa de Michael Jackson tinha que enfrentar três desafios: o processo, a imprensa e uma legião de medíocres conselheiros em volta do inocente e vulnerável Michael Jackson. Estou feliz em dizer que tivemos sucesso nesses três obstáculos.
O processo gastou mais dinheiro e tempo tentando condenar Michael Jackson do que qualquer outro na história. Na década de 1990, o advogado regional, Tom Sneddon, começou a investigar e reunir dois Grandes Júris - Santa Barbara e Los Angeles - para indiciar Michael Jackson e juntos reforçarem as chances de algum crime. Em meados de 1990, o Sr. Sneddon viajou para dois pequenos países, alegando procurar vítimas de Michael. Ele não encontrou nada. O Sr. Sneddon montou um web site com o departamento do xerife de Santa Barbara para obter informações sobre Michael Jackson e contratou a firma PR. Isso foi um absurdo.
Em 2004, um terceiro júri estava reunido nesse caso e Michael foi indiciado. O processo, que teve nove acusações instauradas – mais do que eu jamais tinha visto em qualquer outro caso de pena de morte ou outra forma qualquer de acusações inscritas. Eles imprudentemente contrataram peritos em diversas áreas para uma reconstrução acidental: computação gráfica, segurança de sistema, DNA, contabilidade forense, agências financeiras, criminalistas, telefônicas, de molestação infantil, psicólogos, patologistas e consultoria jurídica. Fizeram todos os esforços para bombardear e passar ao júri algum fato concebível que pudesse ajudar a condenar Michael. Isso incluía contratar um júri para consulta obtendo sucesso convencendo Timothy Mcviegh, Martha Stewart e Scott Peterson a ajudar no processo.
De imediato, nunca saberemos o quanto de tempo e dinheiro foi realmente gasto no processo, quanto foram os advogados oficiais da região. Os números estavam ridicularizando o julgamento e os advogados, de certo modo. As agências coagiam ao redor do mundo nos contatos. É claro que todo esse dinheiro era do contribuinte de Santa Barbara, Califórnia.
Mas acredito que a impressa global cobriu esse julgamento com um número maior de repórteres do que os julgamentos de O.J Simpson e Scott Peterson juntos. Pois nunca se teve uma cobertura de um caso dessa grandeza e nunca mais haverá essa probabilidade novamente. Infortunadamente, acreditavam na possibilidade de arrecadar uma enorme quantia de dinheiro em cima de filmes, shows, remontagens e livros sobre a ascensão e queda de Michael Jackson; de qualquer modo, era necessária uma condenação para que alguns desses projetos tivessem sucesso. Se Michael Jackson tivesse ido pra a prisão, teria a maior cobertura mundial da impressa na história. Bilhões de dólares envolviam a conta.
Isso tudo porque ele é a maior e mais afamada celebridade, Michael Jackson atrai enormes gamas de personalidades de peso, “socialites”, incluído advogados e anônimos igualmente. Ele era assunto constante dos mais medíocres e imprudentes conselhos pra ele especialmente sobre a sua própria defesa. Pessoas diziam a ele tudo sobre os acontecimentos e as coisas que faziam, esse mar de tolos era uma perigosa distração.
Um esclarecimento: considerando o papel da mãe acusadora no tribunal, dediquei-me muitos dias para provar que ela estava esgotando o alvo de seus ataques. Durante a minha declaração de abertura, comuniquei ao júri que provaria que a mãe estava orquestrando falsas acusações. Eu tinha a examinado durante três horas seguidas de audições, sabia que ela era um desastre para a acusação no cruzamento das informações. Eu estava informado sobre os acontecimentos da defesa de Jackson, quem não estava se esforçando para derrubar a acusação. Proibi cada pessoa da equipe de comentar o caso em Los Angeles. Quando soube que ela tinha cometido uma fraude contra a previdência social pelos os advogados distritais, soube que, segundo a lei da Califórnia, ela não podia depor.
Apesar da minha limpeza administrativa, alguns dos nove advogados estavam examinando um único testemunho no tribunal e comunicando as autoridades de Los Angeles, eu esperava que ela recusasse a depor e que retirasse as acusações para assegurar o que falava e a postura deles no caso. Ela tinha que se manter firme, tinha que se recusar a qualquer testemunho dentro da constituição da Califórnia ou dos Estados unidos. Ela tinha um acordo e isso foi um sério golpe em sua defesa.
Eu não acreditava que os advogados que informavam pretendiam ajudar Michael Jackson. Na minha opinião, simplesmente lhe faltavam visão e discernimento. Eles queriam ser parte do evento e do julgamento forte e de cliente vulnerável. Na realidade, eles não pertenciam a lugar nenhum desse caso.
Afortunadamente, eu tive dois excelentes advogados no meu time: Susan Yu e Robert Sanger. Embora todos nós tivéssemos diferentes antecedentes, estilos e perspectivas, fizemos um grande time. A Senhorita Yu e o Sr. Sanger estavam sempre focados e determinados na absolvição de Michael Jackson; eles sabiam que o grupo era esforçado e exigente. A questão era que tínhamos nossas diferenças, mas sempre a resolvíamos de modo que focássemos na vitória do caso. Eu também me consultava com a minha querida amiga Jennifer Keller, uma brilhante advogada de defesa criminal do sul da Califórnia. Ela é também uma do time de advogados que ganhou o caso comigo.
Nós também tínhamos um pessoal de assistentes profissionais. Os investigadores Jesus Castilho e Scott Ross estavam sempre nos mantendo longe da impressa e nunca permitiam que atraíssemos o estrelato que interrompesse o nosso foco da defesa. O potencial de distração desse caso estava em qualquer lugar. Eu tinha observado advogados em outros casos, tínhamos que manter as câmeras longe e, na minha opinião, eles procuravam um cliente interessante. Afortunadamente, isso nunca aconteceu nem com a senhorita Yu, nem com o Sr. Sanger ou comigo.
Eu tinha que revisar o livro da Srta. Jones e comentar seus esforços. Se alguém quiser saber o que realmente aconteceu com Michael Jackson naquela sala de tribunal, leia este livro. Explicações limpas e detalhes do porquê ele era inocente, o compassivo gênio da musico foi absolvido: isso foi um feito para o júri conservador de Santa Maria, Califórnia. A justiça foi feita e eu me sinto orgulhoso por ter estado à frente do caso Michael Jackson.
Thomas A. Mereseaus, Jr
Los Angeles, Califórnia.

