Sua opinião:
comentou em 30/01/2010 09:05
Procure se informar melhor...
respondeu em 30/01/2010 11:41
Olá Erick, obrigado pelo comentário, mas ficou meio dúbio, seja mais claro. Abraços.
respondeu em 30/01/2010 12:26
É dúbio.
A informação tem várias facetas. Depende da fonte e dos interesses. De quem noticia e de quem se informa.
O teu post, visto por um lado que traduz alguns interesses, está correto.
Se olharmos por outro lado, veremos que os argumentos carecem de fundamento.
Mahmoud Ahmadinejad: o Irã é um grande produtor de petróleo. Não obstante, está desenvolvendo um programa nuclear muito semelhante ao do Brasil. Israel não é seu principal aliado. Nas eleições nacionais houve uma grande interferência estrangeira para que oponente seu ganhasse as eleições, mas não ganhou. Foi acusado de fraude pelos Estados Unidos, houve investigação e nada foi provado. É acusado também de desenvolver armas atômicas (aquelas que existem em profusão nos Estados Unidos) mas nada muito convincente. Lula propôs o diálogo com o Irã.
Hugo Chávez: tentou um golpe de Estado mas não logrou êxito. Candidatou-se, ganho as eleições e sofreu forte oposição da mídia estrangeira e das dominadas pelos seus opositores. Como fez um governo populista e popular melhorando a situação da maioria da população pobre, enfrentou um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos em 2002, voltando ao poder pelo apoio popular. A partir daí, convocou um plebiscito e impôs regras rígidas aos meios de comunicação evitando assim a campanha feita contra ele. O Brasil é um fornecedor da Venezuela com exportações massivas. Por isso o Brasil é aliado da Venezuela.
Manuel Zelaya: foi eleito e se aliou à Venezuela, que forneceu à Honduras apoio à agricultura familiar com doação de tratores e conseguiu que Cuba, um outro aliado da Venezuela, fornecesse assistência médica. Sofreu um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos e foi deposto. O argumento utilizado é duvidoso e carece de fundamento, pois disseram que ele queria a reeleição, quando o proposto foi que, nas eleições presidenciais, fosse feito um plebiscito para uma reforma constitucional, sendo impossível a reeleição. Como se tratava de um golpe de Estado, o Brasil não reconheceu o novo governo e recebeu em sua embaixada, o presidente constitucional da Honduras que foi feito refém, pois se de lá saísse, corria risco. O Brasil apoiou a norma constitucional hondurenha.
Agora tem outras versões para estes mesmos fatos. Alguns preferem confiar nas fontes contrárias à democracia.
Entendo democracia um governo eleito pelo povo, que governa para o povo e exercido visando os interesses do povo.
Nem sempre a democracia é assim entendida. Alguns procuram explicam a democracia como um governo no qual o governo é exercido em nome do povo sem a sua participação direta, já que este mesmo povo precisa ser conduzido por pessoas que possuam poder econômico e que dêem ao povo meios para a sua subsistência.
Você inicia seu artigo dizendo que o Brasil é tratado como subalteno (sim senhor, não senhor) e não parece satisfeito com esta situação. Entretanto, no decorrer do texto, parece dizer sim senhor às informações obtidas através das fontes de informação que desejam que a situação permaneça desta forma.
É uma questão de posicionamento. Ou de fontes de informação.
respondeu em 30/01/2010 13:13
Olá amigo Erick. Mais uma vez, obrigado pelos comentários, vejo que voce é de fato muito bem informado, no entanto, curiosamente, o governo lula tem nos últimos anos se aproximado de governos de caráter duvidoso. Veja o caso de Hugo Chaves, por exemplo. Curiosamente, esse mesmo governo que reza na cartilha que é um governo democrático, tem fechado vários meios de comunicação e até tem passado para o poder do estado, alguns bancos. Não consigo entender como todo país de centro-esquerda ou mesmo de esquerda, conseguem arrumar tantas irregularidades em algumas instituições. Recentemente, a imprensa tem mostrado diversas manifestações populares contra seu governo. Outro detalhe: esses governos sempre falam em alterar a constituição do pais para poder se perpetuarem no poder. Por aqui se não me falha a memória, andaram cogitando essa possibilidade. Outro dia estava assistindo uma entrevista com um jornalista que agora não me recordo o nome e ele disse que foi até o Zelaya para perguntar sobre a questão de um novo mandato em Honduras que a constituição do país não permitia e tal, aí o Zelaya respondeu: "isso é para funcionário subalterno" - ou seja - eles se julgam acima da constituição. Por sorte, ainda temos eleições democráticas por aqui o que vai mostrar realmente se o povo apóia ou não tudo isso que está por aí. Mais uma vez, grande abraço e obrigado por comentar meus posts.
respondeu em 30/01/2010 13:31
Esta questão da mídia foi abordada na minha resposta mas é um bom exemplo. A informação é uma concessão do Estado. É assim porque a informação tem um caráter social. Você pode destruir alguém através de informações. No Brasil temos um bom exemplo disso.
A partir de 1964 houve um expurgo, uma censura declarada à imprensa. Alguns canais apoiaram a ditadura, como foi o caso da Globo, quando Roberto Marinho foi condecorado pelo governo militar e transformou o seu canal de televisão em uma rede poderosíssima. rede. Silvio Santos conseguiu seu canal de TV apoiando a ditadura. Outras, como a TV Rio e TV Excelsior foram extintas e a Record quase fechou. A Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo se fortaleceram.
O governo popular de Lula contraria interesses financeiros destas fontes de informação e de seus aliados.
Hugo Chaves só endureceu com a mídia a partir de 2002. No Brasil estes meios de comunicação são muito menos agressivos do que na Venezuela. Acredito que sua "educação" vem do período da ditadura, que impunha um certo comedimento. Isto não impede em campanha sistemática a favor de forças reacionárias e contra este governo que se apresenta como progressista.
Não existem grandes veículos de informação que dêem apoio ao governo. Temos a Rede Record, um pouco mais favorável e a Bandeirantes, que tenta uma imparcialidade.
Na Venezuela a situação era bem pior, bem mais agressiva, divulgando mentiras sobre Hugo Chaves. O que houve foi a reação contra este estado de coisas.
respondeu em 30/01/2010 13:52
Oi Erick, realmente a TV Globo de Roberto Marinho cresceu muito mesmo apoiando a ditadura militar. Conversando com um amigo meu que é professor de história e está talvez na sua mesma faixa etária, ele me contou que o Roberto Marinho tinha idéias comunistas mas que aproveitou o dinheiro da ditadura para fazer a Globo crescer. Tanto é que voce vê realmente que a Globo é a mais ditatorial das TV´s brasileiras, evitando inclusive de citar as outras redes, a menos é claro, quando acontece uma catástrofe em uma delas, um sequestro de alguém importante como no caso da filha do Sílvio Santos, etc. Também concordo quando voce diz que a Record e Bandeirantes procuram ser um pouco mais imparciais. Haveremos de progredir.
respondeu em 30/01/2010 13:58
É isso aí. Temos melhorado. Vamos avançando e conquistando valores democráticos. Isto é o mais importante. Um forte abraço.
comentou em 30/01/2010 12:03
Gosto qdo as pessoas questionam as coisas. Contudo o debate é ainda melhor qdo as opiniões são divergentes. O caso do Haiti tem td uma repercursão mundial e aquele que fechar os olhos vai ser apontado e excluido do clube. Fazer parte do clube te traz regalias, fazer acordos são necessarios, claro que ninguem precisa cortar a própria cabeça, tudo há de ser ou deveria ser a custa de um bem maior! Sou a favor das alianças internacionais, pois dá pra dizer que o Brasil mudou mto, pra melhor nesses ultimos 8 anos. Há mto que se fazer ainda, muito mesmo, mas mta coisa do que ganhamos poderiam ter sido feitas antes e não foram. Por isso o Governo Lula tem seu mérito!