Opinião e Notícias
Roberto
enviou
em 29/01/2010 13:30
GOVERNO LULA; DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
O Brasil no cenário internacional Clique para ler mais - virtualsfera.blogspot.com
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Roberto
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A informação tem várias facetas. Depende da fonte e dos interesses. De quem noticia e de quem se informa.
O teu post, visto por um lado que traduz alguns interesses, está correto.
Se olharmos por outro lado, veremos que os argumentos carecem de fundamento.
Mahmoud Ahmadinejad: o Irã é um grande produtor de petróleo. Não obstante, está desenvolvendo um programa nuclear muito semelhante ao do Brasil. Israel não é seu principal aliado. Nas eleições nacionais houve uma grande interferência estrangeira para que oponente seu ganhasse as eleições, mas não ganhou. Foi acusado de fraude pelos Estados Unidos, houve investigação e nada foi provado. É acusado também de desenvolver armas atômicas (aquelas que existem em profusão nos Estados Unidos) mas nada muito convincente. Lula propôs o diálogo com o Irã.
Hugo Chávez: tentou um golpe de Estado mas não logrou êxito. Candidatou-se, ganho as eleições e sofreu forte oposição da mídia estrangeira e das dominadas pelos seus opositores. Como fez um governo populista e popular melhorando a situação da maioria da população pobre, enfrentou um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos em 2002, voltando ao poder pelo apoio popular. A partir daí, convocou um plebiscito e impôs regras rígidas aos meios de comunicação evitando assim a campanha feita contra ele. O Brasil é um fornecedor da Venezuela com exportações massivas. Por isso o Brasil é aliado da Venezuela.
Manuel Zelaya: foi eleito e se aliou à Venezuela, que forneceu à Honduras apoio à agricultura familiar com doação de tratores e conseguiu que Cuba, um outro aliado da Venezuela, fornecesse assistência médica. Sofreu um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos e foi deposto. O argumento utilizado é duvidoso e carece de fundamento, pois disseram que ele queria a reeleição, quando o proposto foi que, nas eleições presidenciais, fosse feito um plebiscito para uma reforma constitucional, sendo impossível a reeleição. Como se tratava de um golpe de Estado, o Brasil não reconheceu o novo governo e recebeu em sua embaixada, o presidente constitucional da Honduras que foi feito refém, pois se de lá saísse, corria risco. O Brasil apoiou a norma constitucional hondurenha.
Agora tem outras versões para estes mesmos fatos. Alguns preferem confiar nas fontes contrárias à democracia.
Entendo democracia um governo eleito pelo povo, que governa para o povo e exercido visando os interesses do povo.
Nem sempre a democracia é assim entendida. Alguns procuram explicam a democracia como um governo no qual o governo é exercido em nome do povo sem a sua participação direta, já que este mesmo povo precisa ser conduzido por pessoas que possuam poder econômico e que dêem ao povo meios para a sua subsistência.
Você inicia seu artigo dizendo que o Brasil é tratado como subalteno (sim senhor, não senhor) e não parece satisfeito com esta situação. Entretanto, no decorrer do texto, parece dizer sim senhor às informações obtidas através das fontes de informação que desejam que a situação permaneça desta forma.
É uma questão de posicionamento. Ou de fontes de informação.
A partir de 1964 houve um expurgo, uma censura declarada à imprensa. Alguns canais apoiaram a ditadura, como foi o caso da Globo, quando Roberto Marinho foi condecorado pelo governo militar e transformou o seu canal de televisão em uma rede poderosíssima. rede. Silvio Santos conseguiu seu canal de TV apoiando a ditadura. Outras, como a TV Rio e TV Excelsior foram extintas e a Record quase fechou. A Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo se fortaleceram.
O governo popular de Lula contraria interesses financeiros destas fontes de informação e de seus aliados.
Hugo Chaves só endureceu com a mídia a partir de 2002. No Brasil estes meios de comunicação são muito menos agressivos do que na Venezuela. Acredito que sua "educação" vem do período da ditadura, que impunha um certo comedimento. Isto não impede em campanha sistemática a favor de forças reacionárias e contra este governo que se apresenta como progressista.
Não existem grandes veículos de informação que dêem apoio ao governo. Temos a Rede Record, um pouco mais favorável e a Bandeirantes, que tenta uma imparcialidade.
Na Venezuela a situação era bem pior, bem mais agressiva, divulgando mentiras sobre Hugo Chaves. O que houve foi a reação contra este estado de coisas.