Ditadura Militar, um mal menor em face da ditadura comunista que não houve no Brasil.
Pedro
enviou
em 18/04/2012 18:29
popular
em 15/05/2012 07:51

Norma Braga Venâncio
É doutora em literatura francesa pela UFRJ e mestranda em teologia filosófica pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. Desde 2005, escreve em seu blog (www.normabraga.blogspot.com) sobre cosmovisão cristã, teologia, arte e política. É casada com André Venâncio e reside atualmente em Fortaleza.
(Meu comentário)
Deparei-me com esse texto da doutora Norma e percebo que ela expressa a opinião de milhões de brasileiros que repudiam qualquer ditadura, mas reconhecem que os militares evitaram um mal maior evitando que o Brasil se torna-se uma ditadura comunista nos moldes de Cuba ou da triste Coréia do Norte, exemplos de fracasso social.
48 anos depois: notas sobre a ditadura militar
Neste blog, e em meu livro a sair no final de abril pela editora Vida Nova - A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã -, discuto a impossibilidade de enxergar nuances, típica do pensamento de esquerda. Ora, muitas vezes os próprios conservadores não se isentam desse mal.
Tendo dito isto, vamos ao que penso. A ditadura militar foi um mal menor? Sim. O país estava prestes a se tornar uma sucursal da antiga União Soviética.
Agora, devemos "comemorar" o acontecimento? Sim e não.
O que fica mais patente, porém, é que aqueles jovenzinhos vociferantes - com seus mestres e tutores partidarizados - que se levantaram contra o evento sobre a ditadura no centro do Rio, desprezando e cuspindo nos militares que dali saíram, precisam urgentemente se despir da sua capa de falso moralismo, de inocência fingida, e compreender que, no mesmo instante em que condenam a ditadura, defendem e promovem um sistema maldito que, em nome do amorrrrrr, matou cem milhões de pessoas em todo o mundo.
Termino assim este texto: com todo o respeito pela dor das vítimas involuntárias da ditadura e com a mais profunda compaixão por aqueles que de fato confundiram o comunismo com o sonho por um mundo melhor; mas muito pouco respeito, muito pouco mesmo, pelos novos totalitários, comunistas de ontem e de hoje, que acusam os militares ao mesmo tempo em que ainda exaltam, depois de toda aquela matança comprovada, os demônios Lênin, Stálin, Pol Pot, Mao e Fidel Castro.
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Os que vão à escola sem a menor noção do porque.
E os que não vão à escola de forma alguma.
Inclua-se aí os que julgam a sociedade de hoje totalmente imbecil e desinformada como a sociedade de 30 anos atrás.
Se um país com a riqueza que possui o o Brasil, fosse governado por um homem como Fidel Castro, certamente estaríamos em primeiro lugar no ranking dos países mais ricos e desenvolvidos do planeta, em potência econômica, militar e socialmente mais justa.
Antes de mais nada gostaria que a Dra. Norma procurasse se informar melhor sobre os atuais projetos da atual esquerda, antes de criticar aquilo que aparenta não conhecer... Em segundo lugar era uma boa vocês se atualizarem sobre os debates historiográficos contemporâneos acerca do Golpe Militar, pois existe quase que um consenso acerca da impossibilidade de se existir uma ditadura comunista no Brasil. Boa parte dos historiadores hoje em dia concordam que este medo vermelho foi algo muito mais fruto da propaganda feita pelo governo militar do que uma real iminência de um golpe comunista. O próprio PCB antes e durante o golpe declarou que não apoiava ou concordava com ações violentas ou com uma ascensão ao poder por meio de armas, defendendo uma militância pacífica. Na realidade boa parte dos movimentos de luta armada surgiram em meio à Ditadura, por militantes que acreditavam se encontrar em uma situação de guerra devido à truculência e abusos feitos pelo Governo Militar. (minha opinião sob esta ótica é que a Ditadura foi A CAUSA dos movimentos armados de esquerda, e não o contrário)
Quanto à questão do apoio popular aos militares, admito, com certo desgosto, que ainda há um debate acerca disto (procure alguns textos recentes de Demian Melo, no qual ele apresenta sua discordância quanto à visão de Daniel Aarão Reis), no entanto, tendo a achar que um apoio que é conquistado por vias anti-democráticas (tortura, censura e manipulação midiática) apresenta um certo problema...
Outra coisa, tenho amigos meus os quais os parentes morreram nas mãos da Ditadura sem haver provas de filiação a qualquer grupo ou ideologia contra os militares. O pai de uma das minhas professoras do ensino médio era um sindicalista, previamente ao golpe, e foi assassinado só por defender o direito de organização dos trabalhadores em sindicatos (ele não possuia nenhuma filiação ideológica ao marxismo... mal era alfabetizado). Um professor da UFRJ foi arrastado para fora de sala e torturado só por fazer menções às teorias marxistas de análise histórica (materialismo dialético). Existem muitos casos assim... Se você respeita a dor das vítimas deste período, defenda o direito de acesso à informação. Boa parte dos esquerdistas foram severamente punidos por sua ação, porém os militares permanecem no anonimato. Se o Golpe foi algo tão justificável assim porque se encobrem utilizando da censura ainda hoje? Não estou falando em retirar a anistia (apesar de pessoalmente defender isto) mas sim acesso às fontes históricas!