A  alma batista dos assembleianos

 

Convenção Batita   e    Convenção Assembleiana

 

 


Não tem como nós nos afastarmos dos batistas, nós da Assembléia de Deus somos batistas na teologia básica e principalmente na origem de nossas igrejas. Daniel Berg, um dos fundadores da  AD no Brasil era batista filho de batistas suecos, nasceu e foi batizado nas águas com 15 anos de idade na cidade de Vargon, Suécia. O outro fundador da AD em Belém, foi o também sueco Gunnar Vingren; que em 1897, aos 18 anos foi batizado nas águas na Igreja Batista em Smaland, Suécia, vindo a assumir a Escola Dominical. Vingren, depois de 4 anos de estudo teológico, foi ordenado pastor batista já nos Estados Unidos, ligado a Igreja Batista Sueca. Em junho de 1909, G. Vingren assume a direção da Primeira Igreja Batista de Menominee no Michigan, EUA.

 

 

Templo Central da Ass. de Deus em Belém e logo da Igreja-mãe

 


 

No Brasil, Daniel Berg e Gunnar Vingren chegam a Belém do Pará, em novembro de 1910, e vão se hospedar no porão da Primeira Igreja Batista de Belém. A Assembléia de Deus foi fundada quase um ano depois em 18 de Junho de 1911. A base doutrinária teológica, com exceção do batismo no Espírito Santo e os dons espirituais, é toda batista. Antigamente, quando um  batista recebia o dom de línguas, acabava indo congregar na Assembléia de Deus. Nós assembleianos também somos batistas.

 

Continuando a história, na Viagem as Ilhas fluviais – Poucas  semanas depois da hospedagem na Primeira Igreja Batista, os missionários foram apresentados a Adriano Nobre, primo de Raimundo Nobre, que hospedou os missionários na Igreja Batista. Adriano era presbiteriano, comandante da companhia “Porto f Pará” e falava inglês. Esse encontro foi importantíssimo para o sucesso da missão pentecostal. Apesar de a AD ser uma denominação que em geral ordena pastores sem curso de teologia, Vingren era formado em teologia batista e direcionava o povo para o ensino bíblico sistemático.

 

Os Primeiros Obreiros da Assembléia eram batistas, o que muito nos orgulha, pela pureza teológica que esboçavam. Então os que eram batizados no Espírito Santo e que falavam línguas estranhas tinham que se desligar da PIB de Belém – A maioria dos primeiros obreiros que foram desligados eram pessoas cultas e ocupantes de cargos importantes na Primeira Igreja Batista; como Manoel Rodrigues, diácono, ex-tesoureiro, considerado um dos sustentáculos da Igreja; José Plácido da Costa, superintendente da Escola Dominical, também diácono e outros irmãos da liderança batista. 

 


A necessidade de um nome – Segundo relatou o pioneiro Manoel Rodrigues, o nome Assembléia de Deus foi escolhido assim no Brasil:

 

“Estou perfeitamente lembrado da primeira vez que se tocou neste assunto. Tínhamos saído de um culto na Vila Coroa. Estávamos na parada do bonde, na Bernal do Couto, canto com a Santa Casa de Misericórdia. O irmão Vingren perguntou que nome se deveria dar á  igreja, explicando que na América do Norte usavam os termos Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Todos os presentes concordaram em que deveria ser “Assembléia de Deus”. “

 

Um fato curioso é que quase todo assembleiano que conheço teve ou tem um amigo batista. Eu tive um colega batista na escola logo que me converti, que me ensinou muitas coisas bíblicas. Minha esposa, no começo de sua fé na AD morou numa casa de família batista e participou de missões evangelísticas com eles.

 

E, se há uma vanguarda espritual, sei que não há, mas sei que importantes pastores e grandes igrejas de hoje são de origem batista tradicional, é o caso de Renê Terra Nova, fundador do MIR de Manaus, maior igreja em células do Brasil, ele veio da Batista Memorial; Valnice Milhomens, que foi missionária batista em Moçambique e também o pastor R. R. Soares que também é de origem batista.

 

Hoje com teologia consolidada e completando 100 anos, a querida  “Bléia” não é uma só igreja, mas um grupo de igrejas, ministérios e convenções de pastores; seguramente um povo gerado pelos batistas. Sou amigo dos batistas de minha cidade e às vezes assisto cultos com eles.

 

Nota: Eu nasci para Cristo na Assembléia de Deus no Amapá e minha querida esposa também é de origem assembleiana, ela e toda sua família. Nós não erámos batistas, mas nos ligamos aos batistas depois de convertidos e nós, não sofremos proselitismo da parte deles. Eu tive minha experiência com batistas e Naide a dela no Estado do Pará. 

 

Pr. Pedro Paulo

 

 

Fonte Histórico-Blibliográfica- Lições p/ EBD - Centenário da Assembléia de Deus (Igreja-mãe-Belém-Pará-Brasil), edição comemorativa  - Boas Novas editora. 

Sua opinião:
comentou em 01/06/2011 23:13
Pastor Pedro,Cresci ouvindo falar de Gunnar Vigren e Daniel Berg.Meu pai, Abílio Gonçalves Dias, era pastor da Assembléia de Deus no Vale do Aço-MG Eu sou da Batista da Lagoinha.Gostei do seu relato. Beth
respondeu em 02/06/2011 10:17
Oi Elizabeth,

Recebo com muito entusiasmo seu comentário, há muito tempo tencionava escrever essa postagem no blog; minha esperiência com os batistas foi e é algo muito marcante, aqui temos uma igreja estilo IBL, a Ig Batista El Shadai em Redenção_PA, um povo amável, eu envio meu pessoal para participar dos Encontros lá com eles.

Fico Feliz por vc,

ABçs