Últimos comentários

escrito por andreegg + Amigo

Site: http://andreegg.opsblog.org

291 dias 4 horas 56 minutos atrás

[Responder]

Sim Antonio,

você está coberto de razão.

No Brasil o desenvolvimento é para poucos, e gera uma multidão de excluídos. Curitiba não é diferente nisso também.

Acrescente na lista das mazelas as cidades que estão cada vez mais recebendo a população pobre que trabalha em Curitiba mas não tem dinheiro para morar ali: Colombo, Almirante Tamandaré, Piraquara, entre outras.

escrito por andreegg + Amigo

Site: http://andreegg.opsblog.org

291 dias 14 horas 30 minutos atrás

[Responder]

Edu,

muito legal você vir aqui prestar mais esclarecimentos.

Os debates costumam deixar alguns mal-entendidos. Percebo que a maioria dos trabalhadores informais não estão nesta situação porque querem. O Brasil passou toda a década de 1990 destruindo os empregos formais, com as conseqüências que todos conhecemos.

Também não é fácil achar a solução para este problema.

O dado de que a economia informal cresce 27% em 2008 embute duas questões. A primeira, é de que os bicos e os trabalhos realizados sem empresa constituída estão crescendo, gerando trabalho e renda. Seria o lado positivo.

Mas também há o lado de que o 4° trimestre foi um período de crise e até de queda do PIB. O que pode sugerir que o aumento da economia informal também signifique a absorção de setores que estavam na economia formal mas não conseguiram mais manter o pagamento de impostos, direitos trabalhistas e obrigações previdenciárias, o que é muito ruim.

O comentário do Antonio Siqueira mencionou a minha cidade - Curitiba. Acho que fez mais confusões do que esclarecimento. Curitiba é uma cidade cheia de problemas: muita pobreza, violência, trânsito e poluição. De qualquer forma, é um paraíso comparada com São Paulo, Rio de Janeiro, ou outras grandes metrópoles brasileiras.

As estatísticas no Brasil são bastante confiáveis, e baseam-se em dados mensuráveis. No caso da qualidade de vida em Curitiba, pode-se levar em conta a área verde por habitante, a distância que as pessoas precisam percorrer para ir ao trabalho, o tempo gasto no transporte coletivo, a quantidade de lares ligados à rede de esgoto, a quantidade de lares atendidos por serviço de coleta de lixo (inclusive um serviço de coleta de lixo reciclável), a disponibilidade de serviços de saúde pública e sua qualidade, a qualidade das escolas municipais. É isso que faz Curitiba se destacar em relação às outras capitais brasileiras, mesmo estando muito aquém do que poderia ou deveria ser.

escrito por AntonioSiqueira + Amigo

Site: http://outroladodasnoticias.blogspot.com/

291 dias 13 horas 54 minutos atrás

[Responder]

Caro André,
Peço desculpas pelo mal entendido que minhas palavras possam ter causado. Minha intenção foi apenas de alertar para o fato de que vários municípios da região metropolitana de Curitiba encontram-se numa situação extremamente miserável, sem possibilidades de desenvolvimento e dar alguma condição de vida digna aos seus habitantes. Refiro-me - em especial - a cidade de Doutor Ulisses, que tem um dos menores índices de qualidade de vida do Brasil! Outras cidades como Campina Grande do Sul, por exemplo, tem de seguir as limitações impostas por Curitiba, já que representam uma reserva de água para a cidade de Curitiba e, por isso, não podem instalar indústrias que causem poluição, ou risco de poluição às águas.
No caso de Dr. Ulisses há, até, a proibição de instalação de tanques para se criar peixes. E por aí vai.
Entenda que não falei da cidade de Curitiba, que é um orgulho nacional pela projeção mundial das soluções que encontrou aos vários dilemas de qualquer cidade. Apenas lembro que há, sempre, um custo a ser medido em todo progresso.
Abraços do

Antonio Carlos

escrito por AntonioSiqueira + Amigo

Site: http://outroladodasnoticias.blogspot.com/

292 dias 3 horas 12 minutos atrás

[Responder]

Eduardo,
Parece-me natural a dificuldade em entendermos a questão de um crescimento tão elevado numa área que utiliza a terminologia de "informal". Também há a dificuldade em entendermos a origem das informações que são apresentadas.
As vezes fico imaginando que esses "dados estatísticos" sejam obtidos utilizando uma grande roleta para sortear cada um dos dados informados. Sei que parece exagero. Entretanto não consigo enxergar a mim ou os que estão ao meu redor nas médias apontadas. Parece que tudo existe num outro nível; numa outra dimensão.
Uma outra questão que me deixa grilado é a seguinte: Como mensurar algo que não é controlável? Se não é controlado, como pode ser medido?
Da mesma forma fica a questão para as métricas adotadas para parametrizar o desenvolvimento das nações. Fica, ao menos para mim, a impressão de que há um acordo em se fazer "esta nação ficar à frente de tal e qual nação". Tudo fica como se fosse um jogo de interesses, determinando quem "será a bola da vez".
Um exemplo que me vem a mente: A cidade de Curitiba, Capital do Estado do Paraná, tem várias qualidades de desenvolvimento, reconhecidas nacional e internacionalmente. O crescimento da cidade e, em especial, de sua região metropolitana, vem provocando bolsões de miséria humana comparáveis (de acordo com as notícias que lemos) com as das cidades mais pobres do Brasil (e até do mundo). Como podemos aceitar que uma cidade que tem projeção internacional de qualidade de vida possa ter, como vizinha, uma cidade onde impera a miséria humana (em todos os sentidos).
A resposta que encontro, para isso, é uma só: Por meio da Estatística...
Voltando ao tema de sua informação: Ainda que duvide das informações apresentadas acredito, firmemente, que temos tudo para nos desenvolvermos, como país e como nação. É preciso que acreditemos nisso e comecemos, cada vez mais a depender de soluções "desintermediadas" do governo. Ou seja: a comunidade reunida é quem irá prover o capital necessário para fomentar as criações de novos produtos; fomentar a criação de novas empresas; gerar parâmetros para a educação de seus filhos, etc.
Tudo sem depender de políticos oportunistas ou governantes que são títeres de um poder ainda não visualisado.

Ainda que possamos ser chamados de marginais, perante as leis desse país que (por condição política) já não é o nosso, teremos um desenvolvimento humano muito melhor do que temos hoje.

Abraços do


Antonio Carlos

escrito por edubuys + Amigo

Site: http://www.varejototal.zip.net

292 dias 4 horas 41 minutos atrás

[Responder]

André, gostaria de me fazer entender melhor:
o que dá certo é crescer 27% - duas Chinas(!), em percentual - e não ser obrigado à informalidade, como a legião de profissionais que não têm outra alternativa.
Profissionais com força para trabalhar, e espírito empreendedor, e necessidade de sobreviver, se por um lado, não têm emprego, de outro, não poderiam arcar com as despesas e tarefas necessárias para formalizar a abertura de uma microempresa. Então, partem para informalidade, trabalhando e gerando riquezas, com dignidade e ética, e contribuindo assim com a sociedade, ainda que forçados à margem do mercado formal. Jamais se pode confundir, como num dos comentários acima parece que foi, informalidade com ilegalidade, ou pirataria, ou tráfico e outras atividades criminosas.
Recentemente, foi alterada a legislação, que dá um tratamento aparentemente mais simplificado à figura da firma individual, e uma nova conceituação para empresário. Se, na prática, melhorou, certamente haverá migração de muitos para a formalidade. É o que a maioria quer: desenvolver suas atividades rigorosamente dentro das leis - mas, infelizmente, nem sempre é possível.
A Ítália deu um grande salto como nação econômica, cerca de duas décadas atrás, quando fez uma ação desta natureza, na direção da ampliação do mercado formal.
André, o Brasil precisa ainda de muito mais: some 5º maior país em recursos naturais (apenas considerando que é o 5º em extensão territorial) com 125º colocação em facilidade de fazer negócios, num universo de 181 nação - na verdade este índice mede a dificuldade de gerar riquezas com aqueles recursos naturais, e nós conseguimos a 'tarefa' de estar entre os últimos - e divida por dois, então 5 + 125)/2 = 65, e repare que, exatamente este resultado, representa nossa colocação no IDH - somos 65º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano. Será uma mera coincidência? De que adianta ter recursos abundantes, como os temos, se trabalhamos com dificuldades incríveis para tranforma-los em riqueza e prosperidade? Com as leis normas e procedimentos, todos criados por nossos legisladores e administradores públicos, que nos colocam em 125º país mais difícil de se gerar riquezas, aonde poderíamos, mesmo, estar? É imperativo abrir as portas ao forte espírito empreendedor brasileiro, já aferido, e testado, em inúmeras circunstâncias, e permitir que se tranforme estes recursos em valor, e que esta riqueza possa ser construida por toda a sociedade, abrindo os meios de produção à todos que tenham vontade e disposição. Assim, não há jeito do gigante continuar com os passos de anão. Já perdemos muito terreno, temos que resolver isto de uma vez por todas, e partir para o abraço.
Grato por sua contribuição, e releve a demora em responder - vou até copiá-lo por mensagem.
Eduardo Buys

escrito por andreegg + Amigo

Site: http://andreegg.opsblog.org

302 dias 15 horas 46 minutos atrás

[Responder]

Também não acho correto falar que esse é "o Brasil que dá certo". É sim uma mostra de que as coisas estão dando errado - e muito.

Informalidade significa precarização das relações de trabalho, falta de serviços públicos, más condições de moradia, falta de segurança, saúde, etc.

Não sei como isso pode "dar certo". Há que se pensar em estratégias para aumentar o grau de formalização da economia brasileira, o que certamente passa pela simplificação da estrutura tributária, focando principalmente em diminuir a taxação dos produtos de primeira necessidade e em diminuir a taxação do trabalho (impostos sobre a folha de pagamento).

As experiências de redução do IPI que se aplicaram para combater a crise demonstraram-se muito eficazes em vários aspectos. Vejamos se a moda pega.
enviar um comentário

Exponha sua opinião, idéias, ou apreciação pelo conteúdo.

Para comentar você precisa fazer login ou se cadastrar aqui no diHITT.