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Assisti ao filme “P.S.: Eu te amo” e fiquei estranhamente pensativa horas após o filme...
Estranhamente sim. Pensei que se tratasse de uma história melosa, de um filminho água com açúcar, de romace exacerbado com uma pitada de humor - e só.
Mas, estranhamente (e incrivelmente), o filme me fez pensar (mesmo).
Pensei e repensei no motivo pelo qual algumas pessoas “vão embora” tão cedo e deixam outras aqui sem saber o que fazer (como fazer e quando fazer). Deixam pessoas aqui tentando descobrir o que é certo e o que é errado, e em que momento as coisas devem ir acontecendo.
Pensei em uma amiga que me contou que a irmã perguntou a ela, um dia após a morte do pai, “o que se faz um dia depois que o pai da gente morre?”.
Pensei no quanto é chato não ter a casa que se quer, o trabalho que se deseja, com o salário que pretende. Mas o quanto é pior ter alguém por perto e daqui a pouco não ter mais, para nunca mais.
Pensei no quão estranho é sentir a falta de alguém que não existe mais...como se nunca tivesse existido. Como é difícil não ter a matéria. Pensei em porque algumas pessoas são levadas sem explicação, sem causa aparente, sem terem realizado o que estavam alegremente planejando para o fim de semana. Pensei em coisas que não quero escrever aqui...
Parei um pouco e pensei na importância dos provérbios ditos pela avó, na prudência podada de um amigo, na provocação de um sinal que não verei mais. Lembrei de um sítio. Pensei na proximidade e no próximo. Pensei nas próximas vezes que verei um alguém (não sei quem).
Sem querer, pensei no que é incurável e em providências intomáveis. Pensei em coisas que sei e que não poderei mudar.
Pensei até na importância de se dar uma dolorosa "canelada" no canto da cama e, depois, rir da dor, da canela roxa, da cama e de tudo que houver na cena. Na importância de se ter alguém que toque uma música no violão - só para alegrar o dia. Pensei em quanto é chato ter que fazer janta (e lavar a louça), mas o quanto é bom sentir o cheiro da comida quentinha e ver " a gula" se manifestando em carinhas famintas. É pecado?
Pensei em como é bom chegar em casa, tomar banho, colocar uma roupa limpa e comer arroz, feijão e bife. Chegar e pisar no tapete vermelho do lar-doce-lar.
Me lembrei que jamais pintei meias (como uma idéia que surgiu no decorrer do filme), mas que já colori chuveiros com esmalte (não façam isso em casa). Nunca desenhei sapatos, mas já rabisquei amigos e amigas em folhas de rascunho.
Também lembrei da surra de "Ryder" (chinelo maldito) que levei, quando transformei a pia do banheiro em rio, uma folha em navio e uma formiga-malvada-e-ardedeira em gente. Lembrei da picada que ela me deu, da alergia, do inchaço, da surra e da infância.
Lembrei dos castelinhos de areia que fiz com pás coloridas e das trouxinhas de alface recheada com comida que meu pai fazia para me ensinar a comer verduras. Lembrei das broncas de minha mãe quando meu caderninho apareceu com "orelhas"...e da minha explicação dizendo que não fora eu quem fizera. Lembrei da coleguinha que fez - e de como desfez. Fui até ela (decidida aos 6 anos de idade) e disse "pois resolva". Em 5 minutos ela devolveu meu caderno de "tema", sem dobras...cortadas à tesoura. Lembro que chorei, briguei e fiquei de mal uma semana inteira.
Lembrei que adorava escrever nas paredes. E que minha mãe não...
Olhei o filme e pensei mais em quem caminha (e já caminhou) do meu ladinho.
Cheguei a pensar nas madrugadas, na utilidade delas...alguma sugestão?
Tentei não pensar no fim do mundo, no fim de festa, no fim de carreira, no fim da hitória, no fim. Tentei deixar de lado a busca pelos finais de semana. Afinal, andam dizendo por aí que o que há de melhor acontece de segunda a sexta. E hoje é quinta.
Pensei que, para quem gosta de mim, pouco importa se estou escrevendo essas divagações de chinelo e meias e sem vontade de pentear os cabelos.
Beijos Doces,
Pitanga.


19 comentários | quem votou [45] | enviar por e-mail
Site: http://graficchiando.blogspot.com
27 dias 8 horas 23 minutos atrás
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Beijos!
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 19 horas 30 minutos atrás
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Beijos Doces,
Pitanga.
Site: http://xcomtudodentro.blogspot.com/
27 dias 6 horas 15 minutos atrás
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Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 19 horas 28 minutos atrás
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Beijos Doces,
Pitanga.
Site: http://toconversando.blogspot.com/
27 dias 6 horas atrás
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Nossos momentos são somente nossos e não devemos esperar que as pessoas entendam. É sempre muito bom poder sorrir, principalmente de nós mesmos.
Atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de não fazer nada, acordar e ficar quietinho na cama até a hora de dormir novamente.
Responder “o que se faz um dia depois que o pai da gente morre?”. eu não consigo, a experiência é única e dolorosa.
O certo é que eu acredito que a vida é como fazemos que ela seja e que as possoas só fazem com a gente aquilo que permitivos.
Como diz a doce Pitanga,
Beijos Doces
Marco.
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 19 horas 26 minutos atrás
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Talvez não seja o mais saudável, mas é o mais intenso.
O certo e o errado são apenas dois caminhos entre tantos, não é mesmo?
Beijos Doces pra ti,
Pitanga.
Site: http://www.reporternet.jor.br
27 dias 5 horas 54 minutos atrás
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Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 19 horas 22 minutos atrás
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Sei que tua tristeza, como pai (ainda não sou mãe, mas um dia quero ser) deve preencher um bom tempo dos teus dias, mas saiba que o importante é lembrar que tudinho nessa vida tem um motivo. Não é fácil aceitar...mas precisamos conviver com isso. Afinal, é inevitável.
Beijos Doces do teu coração,
Pitanga.
Site: http://www.fique-rico.com/
26 dias 23 horas 56 minutos atrás
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O filme PS I Love You é seguramente um dos melhores filmes do género. Fantasticamente fantástico.
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 19 horas 20 minutos atrás
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*** Beijos Docinhos,
Pitanga.
Site: http://joangelblog.blogspot.com/
26 dias 18 horas 58 minutos atrás
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Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
26 dias 14 horas 16 minutos atrás
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Beijos doces,
Pitanga.
Site: http://unhaslindas.blogspot.com
26 dias 12 horas 52 minutos atrás
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Viver sabendo que cada instante se foi e não volta, sempre o mesmo rio nunca a mesma água, mas é assim. Lutar contra não dá.
O jeito é não desperdiçar qq coisa beber até a última gota, pintar meias , beijar a mãe, sacudir o pai, viver cada instante por que é único.
Neste caso a morte é boa conselheira, -vamos pintar meias? bom ja que vou morrer pq não!
bjk
PS chinelo, meias, camiseta velha, rabo-de-cavalo....linda!
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
25 dias 22 horas 54 minutos atrás
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Pois vamos pintar meias! rs.
Beijos Doces,
Pitanga.
Site: http://www.intimoepessoal-intimidade.blogspot.com/
26 dias 2 horas 59 minutos atrás
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Chorei um rio e pensei ate chorar!!!
Beijos!!!
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
25 dias 22 horas 53 minutos atrás
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Que bom que emocionei alguém.
Beijocas Doces pra ti,
Pitanga.
Site: http://clubeinvestvida.wordpress.com/
23 dias 3 horas 45 minutos atrás
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Compreendo o que sente, quanto eu tinha 30 anos, eu fiquei meio pirado, eu vivia me perguntando, por que eu estava aqui... Qual a razão de minha existência, achei que tinha perdido o juízo, mas hoje vejo que foi uma ótima fase. Não que tenha aparecido alguém a responder minhas perguntas de cunho existencial, não...Mas cheguei algumas conclusões que se não responde todas as questões, pelo menos conseguiu apaziguar a mente, e isso pra mim é uma grande coisa...:
A existência deste planeta já é um milagre, que quiser entender porquê, que estude um pouquinho de física, astrofísica e cosmologia;
Nossa existência é um milagre maior ainda, bastaria uma pequena mudança de temperatura, por menor que fosse pra cima ou pra baixo, e tudo o que aqui existira, seria um amontoado de cinzas poeira cósmica, a exemplo do que ocorreu com todos os planetas conhecidos, até agora;
Se estudarmos a natureza, poderemos não encontrar escrito em nossa linguagem cotidiana, mas ela responderá de uma maneira muito peculiar : ao observarmos todos os sistemas vivos, encontramos um padrão de rede em sua organização, o nos leva ao conceito de auto-organização, auto-regularão, cooperação, que poderíamos traduzir que todos os grupos contribuem entre si, são servidores. Estes conceitos, são melhor explicados na obra Conexões Ocultas do físico e Filosofo Fritjof Capra...
Pra mim, compreendi o seguinte: estou aqui para fazer o que eu desejar, mas serei melhor sucedido se for um mestre em servir, este talvez seja o grande sentido da existência, servir, respeitando as habilidades naturais de cada um, amplificando-as na medida do possível através do treinamento, para que a comunidade seja fortalecida, e a sociedade seja mais saudável.
Somos seres autopoiéticos por natureza, ou seja nos construímos e reconstruímos incessantemente, como todos os demais seres vivos, mas no nosso caso humano, acrescentamos um outro elemento o “valor”, o valor a existência, valor ao capital, aos objetos e em razão disto, viramos autofágicos, a humanidade está igual a uma cobra mordendo o próprio rabo. Estes pensamento será melhor compreendido lendo-se o brilhante artigo de Humberto Mariotti em http://www.geocities.com/pluriversu/autopoies.html.
Uma das dificuldades nas organizações é como manterem os indivíduos saudáveis e agindo dentro da política estabelecida por elas? Não há como, nosso modelo de economia é incompatível com a vida, onde moro, uma cidade considerada um pedaço da Europa no Brasil, 100.000 caixas de antidepressivos todos os meses, fora o que a secretaria de saúde deve distribuir de fluoxetina...
Enfim antes que eu viagem mais na maionese, o que quero dizer pra resumir, é : a renovação é condição da nossa natureza, o sentimento que temos ao perder alguém está mais ligado a nossa interpretação do fenômeno da morte, que em minha humilde opinião, deveria chamar-se transformação, afina, porquê nós seriamos diferentes...? Das infinitamente pequenas partículas, cuja a existência dura apenas milionésimos de segundo, as estrelas e galáxias estão constantemente transformando-se, não estão deixando de existir, apenas vão existir de uma outra forma, ou seja, o conceito de morte é equivocado, em si, ela não existe, pelo menos menos não da forma como a concebemos. O que sentimos quando de repente alguém parte, é algo atrelado ao conceito de posse, sempre que nos apegarmos a qualquer coisa, estaremos assinando um compromisso, com data indefinida para começar a sofrer, pois é impossível manter algo, quando a dinâmica da vida é a mudança, como dizia Heráclito, a “única coisa imutável é a mudança”.
Uma vez que se compreende isso, podemos até sentir a partida de alguém, como sentimos a viagem de alguém...Sabendo que mais cedo ou mais tarde, iremos também...Isto é uma questão de posicionamento filosófico, que tem implicação em muitos outros campos da vida do individuo.
Em última instância, a física nos diz que somos energia, e a mesma ciência, afirma também que a energia não se perde, transforma-se. Se fosse possível enxergar a olho nu, a dança dos átomos elétrons e partículas, você não se perceberia como um ser isolado, mas como parte de um todo, você provavelmente sentiria sua identidade, mas não no visual, pois só veria a infindável dança, partículas, átomos e elétrons na velocidade da luz, num aparente caos, que produz a harmonia e a beleza de todo o universo conhecido.
Bem vou ficando por aqui, antes que o comentário vire um jornal...rs E antes que escorregue na maionese, o que não é de todo difícil em se tratando deste tipo de assunto.
Site: http://vermelhopitanga.blogspot.com/
22 dias 15 horas 14 minutos atrás
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A ENERGIA!
Tens razão quando afirma que, sem ela, não existiríamos. Ok, é mesmo um dos conceitos mais importantes da ciência chamada física. PORÉM, nem mesmo os grandes (e mirabolantes) cientistas não conseguem defini-la (descreve-la / discursar sobre) com 100% de convicção. Portanto, não se preocupe tanto, pois é mesmo muito fácil (e provável) escorregar na maionese quando o assunto é esse aqui.
E sim, a renovação faz parte, a transformação existe, as pessoas devem nascer e morrer, mas o que tentei expressar aqui o o VALOR que PODEMOS (ou devemos) dar às pessoas e às situações a que estamos inseridos.
Obviamente cada matéria a que nos apegamos (seja uma pessoa, um objeto, ...um conjunto de átomos)já é um tratado de posterior sofrimento - assim prega o Budismo, não é isso? Mas, infelizmente, a maioria das pessoas (senão todas), não estão preparadas (psicologicamente) para perder seus pais, filhos, amigos, irmãos, animais de estimação,...nem mesmo aqueles que se dizem budistas (espíritas, católicos, evangélicos, etc.).
A harmonia se faz necessária. O equilíbrio é inevitável. Mas, o sofrimento também...bom, pelo menos é assim que enxergo com meus olhos de vinte e poucos anos.
Beijos Doces e obrigado pelo comentário tão rico,
Pitanga.
Site: http://clubeinvestvida.wordpress.com/
22 dias 5 horas 44 minutos atrás
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Espero não ter passado a idéia, de minimizar sua dou ou seu momento, tenho consciência de que uma coisa é conhecer, outra é vivenciar, sentir, conhecer e saber são coisas absolutamente distintas, alguém á disse " Saber e não fazer é não saber", minha intenção foi só demonstrar, como somos dependentes da situaçãoes e cirscuntâncias da vida...
Em outras palavras somos ditos seres racionais, mas de racional há muito pouco em nosso comportamento... Visto que sofremos pelo inevitável, e nos abstemso de sofrer e de agir, pelo que seria evitável e racionalmente exequível - se não acreditar verdade desta última afirmação, pegue qualquer noticiário, local, nacional ou internacionale analise...
Antes que eu derrame minah acidez peculiar, vou ficando por aqui, mas não antes de lhe dizer o seguinte...Invejo sua maravilhosa cabeça de 20 anos..
Muita gente estaria discutindo novela na idade, graças a Deus essa tragédia não ocorreu com você. O país precisa de pessoas com senso crítico, que seja capazes de filtrar o que ouvem e o que veem... Que sejam capazes de propor soluçãoes, de não apenas criticar...Como dizia Epicuro "Falar é fácil, fazer é mais dificil"
Quanto tenho a oportunidade de encontrar alguém com a sua idade, e com sua cabeça, volto a ter fé, na geração atual.
Um Abraço!
Carlito